Mais vinho e menos tortura para Santo Antônio

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Santo Antônio não merece ser afogado

Moçoilas e rapazes em busca de um par, por favor, parem com essa história de torturar Santo Antônio. Ele não fez nada para vocês. Sempre achei horrível essa simpatia de deixar Santo Antônio de ponta-cabeça dentro de um copo d’água para obrigá-lo a descolar um namorado para os encalhados. Pobre santo! ninguém merece! Em vez disso, proponho que os solteiros sem muitas esperanças passem a fazer brindes para o santo. Deve dar mais resultado. Ele vai ficar mais feliz. Pode fazer seu pedido durante o mês todo. Se você estiver em um lugar onde não tem problema sujar um pouquinho o chão, pode até jogar aquele golinho que cabe ao padroeiro dos namorados. Isso se o vinho não for muito caro.

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Que terroir é esse? Dinamarca.

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Skærøgaard Top Silver 2009. O terroir mais improvável: Dinamarca. As uvas bastante desconhecidas: Rondo e Leon Millot, ambas tintas criadas em laboratório. Um vinho bem gostoso, por incrível que possa parecer. Me lembrou alguns tannats do Uruguai. No nariz, bastante fruta escura “sotto spirito” (conservadas em destilados). Na boca, bastante redondo.

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Que terroir é esse? China.

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Na primeira degustação da nossa confraria, o que mais provocava minha curiosidade era o vinho chinês. Eu tinha essa garrafa do Grace Vineyard Premium Cabernet-Merlot há mais de 3 anos. Uma amiga me trouxe da China. A Grace Vineyard é uma vinícola super premiada da região de Shanxi, no norte da China.

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Que terroir é esse? Bolívia

25105651_1693453617342650_568915896_n (1)Poucos sabem, mas a Bolívia tem produzido bons vinhos de altitude na região de Tarija. O Tri Varietal da Campos de Solana é um blend das três variedades que se deram melhor em cada safra. No caso da safra de 2012, o corte inclui tannat, malbec e petit verdot. Delicioso. Com muita fruta escura no nariz. Na boca, é fresco, tem taninos redondos. Um vinho elegante, equilibrado, com ótima estrutura. Foi considerado o melhor pela maioria na nossa primeira degustação da confraria Que terroir é esse?.

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Antes tarde do que nunca

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Há um ano, fiz um post intitulado “Que terroir é esse”, anunciando uma degustação de vinhos de regiões vinícolas bem pouco convencionais, como Dinamarca e China. Prometi voltar no dia seguinte com o resultado da degustação e só estou reaparecendo agora. Desculpem, foi mau! Foi um ano de muita luta para sobreviver e o blog, como a maioria dos blogs do mundo, só me dá prazer. Dinheiro algum.

Mas antes tarde do que nunca. Como promessa é dívida, cá estou para contar como foi nossa degustação. Aliás, nossas degustações, porque recentemente fizemos uma segunda edição da “Que terroir é esse”. Formamos uma confraria bastante informal, só de jornalistas de vinho. No primeiro encontro, estiveram presentes Beto Duarte, Breno Raigorodsky, Glaucia Balbachan, Mauríco Tagliari, Solange Souza e eu. Na segunda, juntou-se a nós o Johnny Mazzilli. Em ambas, bebemos vinhos dos lugares mais inusitados.

A primeira degustação foi feita às cegas. Ninguém sabia exatamente o que estava bebendo. Bebemos vinhos da China, da Dinamarca, da Turquia, de Malta, da Bolívia, de Minas Gerais e, para confundir, um italiano e um francês da Provence. A conclusão foi de que ali não tinha vinho ruim. O da Bolívia, o TRI Varietal 2012, da vinícola Campos de Solano, foi o que chamou mais atenção pela qualidade.

Na segunda edição, o grupo decidiu fazer a degustação aberta. Com o povo sabendo o que estava bebendo. Não achei que funcionou tão bem. Mas, como fui a última a chegar, com bastante atraso, isso foi decidido sem a minha opinião. Justo. Mas acho que não funciona tão bem, porque mesmo os especialistas tendem a esperar mais de vinhos de regiões menos estranhas. A gente acaba sempre influenciado pelo que já sabe do vinho antes de bebê-lo. Nessa, tomamos vinhos da Tailândia, da Turquia, de Nova York, do Canada, da Romênia, de São Paulo e do sul da França. Dessa vez, o que fez mais sucesso foi o da Romênia. Pela cor e pelos aromas, já que não conseguíamos ler nada, chegamos à conclusão de que ele era um vinho laranja, ou seja, um branco feito em contato com as cascas.

 

Que terroir é esse?

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Sven em um de seus vinhedos

Dono de uma das maiores indústrias farmacêuticas da Dinamarca, Sven Moesgaard planejava comprar uma vinícola na França quando se aposentasse. “Mas aí pensei: Isso todo mundo pode fazer”, conta Sven. “Vou fazer vinho aqui na Dinamarca”. E provou que podia. Em uma viagem que fiz à Dinamarca, fui visitar a sua vinícola e provei alguns desses vinhos que ele produz acima do paralelo 52, algo imprensável há alguns anos. Mas a definição do que é e do que não é um bom terroir tem mudado muito.

Não perca amanhã o resultado da degustação que vai rolar daqui a pouco com vinhos da Dinamarca, China, Bolívia, etc.

A outra paixão de Brad Pitt

 

Não posso provar, mas tenho convicção de que um dos principais motivos da separação de Brad Pitt e Angelina Jolie realmente vem da França. Não acho que seja a atriz Marion Cotillard. E, sim, o Château Miraval, a propriedade do casal na Provence, onde eles produzem o Miraval Côtes de Provence, um belíssimo rosé em parceria com a família Perrin, produtores super importantes do Rhône.

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