estrada do sul: garçom, um baseado, por favor!

bandeiraCheguei ao Uruguai disposta a testar a harmonização entre maconha e tannats. Afinal, agora todo mundo sabe que, por aqui, a droga é legal. Nas primeiras horas, fiquei atenta para ver se não passávamos em frente à uma loja de maconha. Nada! Então, resolvi que iria perguntar para alguém na rua sobre onde eu poderia encontrar a melhor cannabis sativa da região. Contudo, como venho de um país onde ser chamado de maconheiro é uma ofensa, fiquei um pouco tímida de abordar o porteiro do prédio onde estou em Punta del’Este ou a senhora do apartamento ao lado. Achei que garçons seriam as pessoas certas para me recomendar um bom fornecedor.

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estrada do sul: o drinque dos chiques e famosos

Além de tudo, é lindo

Além de tudo, é lindo

Poucos seres no mundo são tão avoados como yo. Muito do que as pessoas tomam por ideologia é, na verdade, distração. Estou longe de ser uma perua, por exemplo, não porque eu não queira e, sim, porque me falta competência. Simplesmente não me ligo em algumas coisas. Nunca me interessei muito por Punta del’Este. Para mim, o balneário uruguaio devia ser apenas uma cidade de veraneio onde brasileiros ricos não correm o risco de cruzar com alguém da classe C emergente na mesa ao lado e não sei nada do que é ou não bacana fazer na cidade e redondezas. Mas achei legal a ideia de visitar a cidade durante minha viagem por vinícolas. Cheguei segunda (24) à Punta del’Este  e estou adorando. Fiz um monte de programas de rico: fui ao Fasano las Piedras, almocei no restaurante da vinícola Narbona e, ontem, sem ter a menor ideia de que estava no local mais badalado deste litoral, tomei um clericot no Parador La Huella, na descolada praia de José Ignácio (que tenho chamado há dias de José Menino). Então, quis dividir este meu momento perua com vocês e pedi a receita do drinque para o simpático garçom:

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Estrada do Sul: indo onde poucos vão e bebendo o que poucos bebem

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Vinhedo do mundo: 401 variedades de 30 países, sendo 164 em produção

De início, tínhamos combinado nos encontrar na Serra Gaúcha por 3 dias para beber vinho e jogar conversa fora. Depois, fomos enlouquecendo e a viagem se transformou em um tour de carro de quase três semanas pelas vinícolas do Rio Grande do Sul e do Uruguai. E cá estamos nós, bebendo um monte de vinho e jogando muita conversa fora.
Cheguei na terça-feira (18), três dias antes de meus amigos, para fazer visitas técnicas junto a alguns jornalistas que viajavam  pela Serra à convite do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho). Foram três dias de muito trabalho. Fomos a várias vinícolas: Dal Pizzol, Cristofoli, Salton, Casa Valduga, Don Giovanni e Luiz Argenta. Em cada uma delas, tive a dura incumbência de experimentar vinhos e mais vinhos, acompanhados de pratos e mais pratos. Dê uma olhada no post Vinhos que Tomei e que Pretendo Voltar a Tomar.

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Manual do turista com mania de boia-fria

chardonnaySe você pretende participar de uma vindima mundo a fora, nunca esqueça:

1- De agendar as visitas. A época da colheita é o período de maior trabalho de uma vinícola. Nem sempre eles estão disponíveis para o turista.

2- De passar protetor solar e repelente. A vida de agricultor não é fácil. São horas (uma ou duas, no máximo, no caso do turista) debaixo do sol, no meio do mato.

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7 destinos para você participar da colheita ainda nesta temporada

colheitapessoalNão tenho filhos, nunca publiquei um livro meu mesmo (só uns que redigi para terceiros) e não sei se a árvore que plantei na terceira série do primário vingou. Mas posso dizer que já fiz um vinho com minhas próprias mãos: as uvas cabernet sauvignon na cestinha da foto ao lado, foram colhidas há dois anos por mim nos vinhedos da Salton, na Serra Gaúcha, e posteriormente reunidas às uvas colhidas por outros jornalistas que, como eu, participavam da vindima na vinícola. Na sequência, nós separamos os bagos dos galhos, os esmagamos com nossas mãos e assistimos um enólogo adicionar leveduras ao mosto para dar início à fermentação. Deixamos, então, nossa criança aos cuidados dos profissionais da vinícola por cerca de um ano, até que, um dia, uma garrafa de vinho chegou à casa de cada um de nós acompanhada de uma carta dizendo que aquele era o nosso vinho. Ainda não provei. Não encontrei nenhum amigo com coragem de partilhá-lo comigo. Mas, independente do vinho ser bom ou não, adorei fazer parte de uma vindimaEste ano vou repetir a dose, fazer a vindima não só no Rio Grande do Sul mas também no Uruguai. Pegar a estrada da Serra Gaúcha a Colonia do Sacramento, visitando vinícolas por todo o Uruguai. Não sei como será a conexão de internet em alguns trechos, mas prometo postar notícias sempre que possível. Se quiser acompanhar minhas aventuras mais de perto, pode me seguir no Instagram. meu endereço é @tania_nogueira. Quem sabe, não se anima e vai fazer um vindima também! Neste período do ano, todas as regiões vinícolas do hemisfério sul estão em colheita. No post Manual do turista com mania de boia-fria, você encontra dicas para uma vindima feliz. E, a seguir, sugestões de destinos para colher uvas ainda nesta estação:

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