3 Champanhes e 15 espumantes para brindar ao Ano Novo

IMG_20141226_185235Já fui bem mais ligada em rituais do que sou hoje. Houve uma época em que meu Reveillon era uma coleção de ritos e superstições. Eu tinha de estar na praia, pular sete ondinhas, acender uma vela para Iemanjá, comer 12 uvas Itália, usar roupa branca nova, uma calcinha nova que fosse presente, ter no corpo algo rosa para o amor, amarelo para o dinheiro, verde para a saúde, azul para paz (acho que as cores são essas mesmo, não lembro direito). Não podia comer galinha, porque galinha anda para trás. Tinha de comer lentilha para ter fartura no ano que estava entrando… Ufa! A festa mesmo mal dava tempo de curtir. Hoje avacalhei muito. Visto branco se der, acendo a vela se der, pulo as ondas se der. Há, no entanto, um ritual do qual, tenho certeza, não vou jamais abrir mão: brindar a entrada do ano com uma taça de espumante. Reveillon sem bolinhas, não é Reveillon. Se puder, tomo champanhe. Porém, tudo depende da festa e dos outros convidados. Não vou ficar num canto tomando champanhe se os outros estiverem bebendo prosecco. Sendo um bom espumante, estou feliz.

Quando eu era criança, chamavam tudo que borbulhava de champanhe. Hoje qualquer espumante virou prosecco. Não é bem assim. Já falei em outros posts e volto a repetir: champanhe é só o que vem da região de Champagne, na França, e Prosecco é só o que vem das regiões que formam a denominação Prosecco. Na dúvida, chame tudo de espumante. Saber distinguir entre os diversos tipos de espumantes pode ajudá-lo a ser mais feliz, se não em 2015 inteiro, pelo menos na passagem.

Em primeiro lugar, saiba que o grau de açúcar varia muito. Por sorte, a maioria dos espumantes segue a classificação de Champagne (nature, brut, demi-sec etc.). Dê uma olhada no post Quanto açúcar tem seu espumantes? para descobrir o que é mais seco e o que é mais doce.  A seguir, explico os estilos mais comuns dos espumantes das diversas partes do mundo (do Brasil, já falei em Espumantes nacionais valem o brinde e em Cinco espumantes para brindar à vitória (ou afogar as mágoas) depois da eleição.

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Vinho é o melhor presente de última hora

IMG_20141223_194231Todo ano, deixo para comprar os presentes de Natal no último dia. Odeio entrar em shopping no fim do ano, enfrentar a muvuca, não achar onde estacionar, sair no tapa pela última garrafa daquele perfume que sei que minha amiga vai adorar. Também não tenho uma cabeça organizada o suficiente para fazer as compras com dois meses de antecedência. Por experiência, sei que o dia 24 é bom para comprar presentes. As lojas estão mais vazias. Só que não dá tempo de pensar muito. Se você é como eu, vá a uma loja de brinquedos para comprar os presentes das crianças e, depois, a uma única importadora de vinhos. Até mesmo num bom supermercado você resolve o problema dos adultos. Vinho é o melhor presente de última hora do mundo. Há vinhos para todos os tipos de pessoas em todas as faixas de preços possíveis. A seguir algumas sugestões fáceis de encontrar:

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Umas e outras, cerveja e vinho

Antes de tudo, quero avisar que este post sera escrito sem nenhum acento. Sera uma revolucao. Assim mesmo, sem cedilha e sem til. Estou em Bordeaux no momento, escrevendo com um teclado frances e nao vou descobrir onde esta o til ou a cedilha. Nao sei nem onde esta o acento agudo! Nao trouxe o meu computador, achando que seria facil arrumar onde escrever. Mas nada e facil quando voce esta no exterior. Por isso, vou deixar para escrever mais longamente sobre o que tenho visto quando chegar ao Brasil. Por enquanto, deixo voces com algumas imagens da minha viagem que comecou em Copenhagem, onde aprendi a beber cerveja, passou por Odensen, a cidade do escritor Hans Christian Andersen, por Kolding, onde um dinamarques intrepido resolveu desafiar o terroir e fazer vinhos,  e, agora,  segue por Bordeax.