9 imagens que servem como um curso de cerveja

abreHá uns meses, fiz um post falando da minha paixão pelo Pinterest, de como eu passava horas separando fotos e gráficos na internet. Como toda paixão, um dia o fogo acalma. Já não estou mais tão envolvida. Mas continuo considerando o Pinterest bastante útil para localizar, compartilhar e armazenar imagens. Separo fotos bonitas, mas, principalmente, ando atrás de bons infográficos, imagens que resumam textos teóricos sobre assuntos de meu interesse. E, toda vez que surge um novo interesse, lá vou eu ao Pinterest criar meu banco de imagens. Com a cerveja, que é uma história nova na minha vida, como contei no post Uma cerveja em Copenhague, não podia ser diferente. No painel cerveja, do meu perfil do Pinterest, separei uma série de imagens que explicam como uma cerveja é produzida, a diferença entre os diversos tipos, como saber se ela é mais ou menos amarga. Se você fala inglês e quer saber mais sobre o mundo da cerveja, dê uma olhada pelo menos nas imagens a seguir:

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Um ótimo começo. Ou a belga dinamarquesa feita na Lituânia para o Brasil

copoÀ diferença do vinho, cerveja não depende nada (ou quase nada) do terroir, aquela entidade estranha que mistura solo, clima, topografia e cultura local. ” A cerveja, na maior parte das vezes, é feita com matérias-primas secas, pouco perecíveis e transportáveis para qualquer lugar antes do início do processo de fabricação”, me conta o meu irmão, Marcos Nogueira, sommelier de cervejas e autor do blog Bar do Nogueira. “Não é possível, ao degustar uma cerveja, saber se ela foi feita na Alemanha ou na Bélgica — mas sim se ela se encaixa nas características de um estilo X ou Y, belga ou alemão, ainda que tenha sido fabricada no Brasil ou no Sudão do Sul.”

Só não podemos dizer que a influência do terroir é  sempre e totalmente nula porque há as cervejas de fermentação espontânea, que dependem das leveduras presentes no ar e isso muda de um lugar para o outro, e há fabricantes, como a Faxe e a Albani, que fazem questão de usar água mineral de uma fonte local, sem alterá-la, pois acreditam que isso faz diferença no produto final. Mas é uma pequena diferença. Tanto que o primeiro lote da Faxe Witbier (R$21, a lata de 1 litro), criada pensando no mercado brasileiro, que deve chegar em março nos supermercados brasileiros não foi feito na Dinamarca, foi feito em uma cervejaria do grupo na Lituânia. Como toda witbier (veja slide show abaixo), no entanto, ela não é nem dinamarquesa, nem lituana, muito menos brasileira, é uma Belgian Ale.

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Loira fresquinha

il_570xN.455576791_4iijCada estilo de cerveja, assim como de vinho, tem uma temperatura certa de serviço:

American Lagers, Pilsens: 2 a 7°C
Weizenbier: 3 a 6°C
Lambics: 3 a7,5°C
Belgian Pale Ales e Tripels: 4,0a 7°C
Strong Lagers: 7  a 12°C
Dark Lagers, Pale Ales, IPAs: 7  a  9°C
Weizenbocks:  6 a 9°C
 Porters e Stouts: 7  a  13°C
 Strong  e Old Ales, Belgian Dubbels e Quadrupels: 10 a 13°C.

Do vinho para a cerveja em 8 lições

pin-upÉpoca de Carnaval é um perrengue para quem, como eu, sempre só tomou vinho. Principalmente para aqueles que têm alguma intenção de participar do Carnaval de rua. Você não encontra um isopor de espumante a cada esquina. Sábado passado, saiu pelas ruas do Rio um bloco chamado Espumas e Paetês que, pelo que vi no Facebook de amigos cariocas, foi movido à base de espumante. Mas isso não é normal. O normal é você encontrar muita cerveja, vinho químico, algum daqueles drinks prontos à base de vodca e, vez por outra, alguém que faz uma caipirinha em cima de um cavalete imundo. Vinho bom, nem pensar. Vinho químico mata, os coolers são horrorosos e , cá entre nós, não dá para confiar na qualidade da cachaça ou na limpeza da água usada para fazer o gelo dessas caipirinhas. No Carnaval, o melhor mesmo é ficar na cerveja. Você não gosta? Nunca se acostumou ao amargor? Então, leia sobre minha experiência em Uma cerveja em Copenhague.

Neste Carnaval, se decidir ir atrás de um bloco (ainda não sei se vou), posso, pela primeira vez na vida, sair bebendo minha cervejinha. Tenho certeza de que vou me divertir muito mais do que todos aqueles anos em que tive de marchar a seco. Desde dezembro, quando fiz uma viagem à Dinamarca a convite da Royal Unibrew, fabricante da Faxe, estou aprendendo a beber cerveja. Quer seguir meu exemplo? Veja as dicas, recolhidas com especialistas dinamarqueses e brasileiros, de como o bebedor de vinho pode aproveitar sua expertise em degustação para se aproximar do mundo das cervejas.  Sei que o Carnaval está aí, que você não terá tempo de se tornar um expert, que no isopor da rua você não vai encontrar cervejas especiais… Mas, se começar a praticar já, até quarta-feira de cinzas, quem sabe, será capaz de tomar umas duas ou três latinhas.

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Uma cerveja em Copenhague

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Placa de bar nas ruas de Copenhague: Øl é cerveja em dinamarquês. E bier, em alemão

No fim do ano passado, recebi um convite que me tirou daquilo que hoje o povo tem chamado de zona de conforto. Um convite para viajar à Dinamarca, comer bem e beber bem não é exatamente uma pauta difícil. Para mim, no entanto, impunha um desafio. O convite havia sido feito pela Royal Unibrew, a segunda maior indústria de cerveja da Dinamarca. Portanto, teria de beber um montão de cerveja. E eu nunca fui de cerveja. Nem na adolescência. Aos 15 anos, bebia caipirinha e, aos 17, fui direto para o vinho. Nos dez anos de trabalho com jornalismo de gastronomia, claro, já fiz matérias sobre cerveja e, no curso de sommelier, assisti a uma aula sobre o assunto. Porém, fiquei sempre na teoria. Só dava uns golinhos. O amargor da cerveja me incomodava e nunca me dei ao trabalho de provar diferentes estilos. O universo, no entanto, parecia estar me dizendo que estava na hora de aprender a beber cerveja. Dias antes de o convite chegar, eu tinha encontrado uma cerveja que me agradara: uma witbier que servi no menu harmonizado criado para um restaurante japonês.

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