A sommelière e o poeta

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Já trabalhei em jornal. Sei que o espaço é limitado. Por isso, quando enviei um texto grandoto sobre enoturismo no Chile para o caderno Turismo da Folha de S.Paulo, em julho passado, sabia que ele seria cortado. Não sabia o que iriam cortar, mas imaginava que iriam cortar. Por sorte, entre outros trechos, cortaram o que falava de Casablanca e do Vale de San Antonio. Sorte não porque seus vinhedos não mereçam ser visitados. Muito pelo contrário. A região litorânea a poucos quilômetros de Santiago é linda e produz vinhos maravilhosos. Sorte porque, assim, posso usar o trecho cortado aqui no blog e falar daquilo de que mais tenho vontade de falar desde que soube que faria uma matéria sobre turismo no Chile: Isla Negra, a casa de sonhos do poeta Pablo Neruda.

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À mesa com Neruda

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Pablo Nerudo escreveu diversas odes em sua vida. A Ode ao Vinho é, para mim, uma das mais belas. A seguir, farei um post sobre o poeta e enoturismo no Chile. Se for à casa do poeta em Isla Negra, lembre-se de mim e dos versos a seguir:

Ode ao Vinho

Vinho cor do dia/vinho cor da noite/vinho com pés púrpura/o sangue de topázio/ vinho,/estrelado filho/ da terra/ vinho, liso/como uma espada de ouro,/suave/ como um desordenado veludo/vinho encaracolado/ e suspenso,/amoroso, marinho/ nunca coubeste em um copo,/em um canto, em um homem,/coral, gregário és,/e quando menos mútuo.

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