12 vinhos marcantes para presentear no Natal

abre3Vinho é sempre uma boa opção para presentes de última hora. Já escrevi isso. No entanto, quando alguém chega a uma festa com uma garrafa na mão, paira sempre uma dúvida. Trata-se de um presente ou de um vinho para ser aberto naquela noite? Quando o rótulo é especial, fica  claro que é um presente. Vinhos fortificados são sempre especiais, ainda que não sejam sempre muito caros. São ótimos presentes de Natal. Vários deles, inclusive, duram meses depois de abertos, marcando presença o ano todo.

Na maioria das vezes, os fortificados são doces, de sobremesa. No entanto, nem sempre é assim. Vinho fortificado é aquele que teve adição de álcool. Em boa partes das vezes, essa fortificação é feita antes de a fermentação dos açúcares estar concluída. O álcool interrompe a fermentação, deixando sobrar um monte de açúcar residual. Daí a maior parte deles ser doce. Contudo, há fortificados secos, como é o caso de certos jerezes (veja post Jerez vira moda entre jovens europeus)

O mais famoso dessa categoria é o vinho do Porto (veja artigo que escrevi para a Folha de S.Paulo). Delicioso, mas longe de ser o único estilo. Há um mundo a se descobrir. A seguir, conheça os estilos  e veja exemplos de fortificados deliciosos que bebi recentemente: Continuar lendo

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Charlie Hebdo não perdoa

charlie hebdoEnquanto uns garantem que foi Israel, com ajuda da CIA, é lógico, que armou os atentados de Paris para criar intrigas entre os árabes e o Ocidente. Charlie Hebdo, a revista francesa de cartoons que meses atrás foi alvo de atentados, aparece com uma teoria mais plausível: “Eles tem suas armas, nós os irritamos, temos o champagne!” E o desenho mostra um francês todo cheio de furos de bala por onde escapam jatos do champagne que está bebendo. Nem sempre gosto do humor deles. Porém, hoje, acho que acertaram na medida (embora que a gente saiba muito bem que a França tem armas para dar e vender, literalmente). Pensando bem, talvez as famílias das vítimas fiquem incomodadas com a brincadeira. Uma coisa, no entanto, é certeza: um monte de barbudos, que não são hipsters, vão ficar ainda mais irritados.

Um brinde contra as forças da caretice

Bistrôs e bares de Paris convocam todos, na cidade e no resto do mundo, a saírem às ruas para tomar umas e celebrar o prazer. Vamos nessa?

tousabistrotSempre teremos Paris. Será? A cidade, é claro, não deve desaparecer do mapa como gostaria o Estado Islâmico. Precisa bem mais do que meia dúzia de homens-bombas para destruir uma metrópole daquele tamanho. Mas o que está em risco não são os prédios, é o modo de vida. Sem dúvida alguma, o EI atacou a política intervencionista de  François Hollande, que se mete a paladino do deserto. Porém, mirou em cheio naquilo que considera antros de perdição. A fanáticos infelizes, o prazer incomoda. Amigos enchendo a cara num café sexta-feira à noite incomodam. Uma moçada ouvindo música e se pegando no escurinho de uma balada incomoda mais ainda. Isso é Paris, um delicioso antro de perdição, onde há tantas tentações que você não sabe para onde olhar, o que beber ou o que comer. O melhor de todo o Ocidente. Isso está em risco.

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Jerez vira moda entre jovens europeus

pepito2Você sabe o que é um Jerez? A maioria dos consumidores brasileiros de vinho fino não sabe. Esse fortificado da região de Jerez de la Frontera, na Andaluzia, Espanha, também conhecido como Sherry ou Xerez, é pouco bebido por aqui. Na Europa, fora da Espanha, até pouco tempo atrás também era assim. Hoje, no entanto, o Jerez é o que há de mais cool entre a moçada que gosta de vinho e tem sede de novos aromas e sabores.

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Uma ótima oportunidade para conhecer melhor o Jerez

tiposNo mundo todo, até 8 de novembro, grupos de vários tipos estão se reunindo para celebrar a International Sherry Week, uma semana dedicada ao vinho fortificado mais famoso da Espanha, o Jerez. Ou melhor, dedicada aos vários Jerezes. Porque são muitos os estilos de vinhos produzidos sob essa denominação de origem, cada qual com um método de produção diferente. Não é fácil dominar o assunto. Jerez, Sherry ou Xerez. A dificuldade começa no nome. No entanto, se você não pretende ficar fora dessa festa, pode começar dando uma olhada nos infográficos abaixo, que encontrei na internet:

Para uma safra complicada, traços simples

Etiquette-Mouton-Rothschild-2013-specimen

Desde 1945, os rótulos do Château Mouton-Rothschild são desenhados por grandes artistas, que nunca recebem o pagamento em dinheiro, mas, sim, em caixas de vinho. Considerado um dos melhores do mundo, ao que parece, o grande Bordeaux tem sido recompensa suficiente, capaz de atrair os maiores nomes da arte contemporânea.  Salvador Dalí (1958), Marc Chagall (1970) e Andy Warhol (1975), por exemplo, já participaram da brincadeira.

A safra de 2013 a princípio poderia não ser considerada um grande atrativo. O ano foi desastroso para Bordeaux, com perda de produtividade e de qualidade de maneira geral. Os Rothschild, porém, não costumam sofrer dos problemas dos outros mortais. Seus vinhos continuam super-valorizados: quase 400 euros a garrafa da safra 2013 que chegará ao mercado em breve.

Nesta quarta-feira (21), a família divulgou o rótulo que estará nas garrafas do 2013, obra do sul-coreano Lee Ufan, artista com peças em Versailles, Guggenheim e MoMa. A simplicidade de traços é o que mais chama a atenção. A imagem lembra um copo oriental em degradê de tons magenta. “O inicialmente indefinido lilás do desenho gradualmente obtém sua riqueza completa assim como um vinho é pacientemente elevado à sua plenitude na adega”, disse o artista sobre a obra.

 

Acidez é a resposta

drinques rubayatNo verão, muita gente dispensa o vinho tinto e escolhe um drinque, uma caipirinha, um gin tônica ou um dry martini, porque esses parecem mais frescos. O escambau! Coquetéis costumam ser ultra alcoólicos e doces. Esquentam. Não os de Miguel Gonzales Larraguibel, o barman do novo Rubaiyat que será inaugurado em Santiago do Chile. Em sua breve passagem por São Paulo, Larraguibel me fez entender que a resposta para se obter de fato um drinque de verão está em apostar na acidez. As criações do chileno, que entram na nova carta do Figueira, do Rubayat da Alameda Santos e do Rubayat da Faria Lima, são azedinhas, discretas no açúcar e pouco alcoólicas. Ou seja, frescas. Ele inventou até uma sangria sem vinho ou qualquer tipo de alcool (veja receita). Mesmo para acompanhar uma sobremesa bastante doce, como o Creme de laranja com baunilha e frutas vermelhas, Larraguibel serviu uma caipirinha quase sem açúcar — de vodca com Cointreau e frutas vermelhas (foto acima). E funcionou.

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