Que terroir é esse? Dinamarca.

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Skærøgaard Top Silver 2009. O terroir mais improvável: Dinamarca. As uvas bastante desconhecidas: Rondo e Leon Millot, ambas tintas criadas em laboratório. Um vinho bem gostoso, por incrível que possa parecer. Me lembrou alguns tannats do Uruguai. No nariz, bastante fruta escura “sotto spirito” (conservadas em destilados). Na boca, bastante redondo.

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Do vinho para a cerveja em 8 lições

pin-upÉpoca de Carnaval é um perrengue para quem, como eu, sempre só tomou vinho. Principalmente para aqueles que têm alguma intenção de participar do Carnaval de rua. Você não encontra um isopor de espumante a cada esquina. Sábado passado, saiu pelas ruas do Rio um bloco chamado Espumas e Paetês que, pelo que vi no Facebook de amigos cariocas, foi movido à base de espumante. Mas isso não é normal. O normal é você encontrar muita cerveja, vinho químico, algum daqueles drinks prontos à base de vodca e, vez por outra, alguém que faz uma caipirinha em cima de um cavalete imundo. Vinho bom, nem pensar. Vinho químico mata, os coolers são horrorosos e , cá entre nós, não dá para confiar na qualidade da cachaça ou na limpeza da água usada para fazer o gelo dessas caipirinhas. No Carnaval, o melhor mesmo é ficar na cerveja. Você não gosta? Nunca se acostumou ao amargor? Então, leia sobre minha experiência em Uma cerveja em Copenhague.

Neste Carnaval, se decidir ir atrás de um bloco (ainda não sei se vou), posso, pela primeira vez na vida, sair bebendo minha cervejinha. Tenho certeza de que vou me divertir muito mais do que todos aqueles anos em que tive de marchar a seco. Desde dezembro, quando fiz uma viagem à Dinamarca a convite da Royal Unibrew, fabricante da Faxe, estou aprendendo a beber cerveja. Quer seguir meu exemplo? Veja as dicas, recolhidas com especialistas dinamarqueses e brasileiros, de como o bebedor de vinho pode aproveitar sua expertise em degustação para se aproximar do mundo das cervejas.  Sei que o Carnaval está aí, que você não terá tempo de se tornar um expert, que no isopor da rua você não vai encontrar cervejas especiais… Mas, se começar a praticar já, até quarta-feira de cinzas, quem sabe, será capaz de tomar umas duas ou três latinhas.

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Uma cerveja em Copenhague

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Placa de bar nas ruas de Copenhague: Øl é cerveja em dinamarquês. E bier, em alemão

No fim do ano passado, recebi um convite que me tirou daquilo que hoje o povo tem chamado de zona de conforto. Um convite para viajar à Dinamarca, comer bem e beber bem não é exatamente uma pauta difícil. Para mim, no entanto, impunha um desafio. O convite havia sido feito pela Royal Unibrew, a segunda maior indústria de cerveja da Dinamarca. Portanto, teria de beber um montão de cerveja. E eu nunca fui de cerveja. Nem na adolescência. Aos 15 anos, bebia caipirinha e, aos 17, fui direto para o vinho. Nos dez anos de trabalho com jornalismo de gastronomia, claro, já fiz matérias sobre cerveja e, no curso de sommelier, assisti a uma aula sobre o assunto. Porém, fiquei sempre na teoria. Só dava uns golinhos. O amargor da cerveja me incomodava e nunca me dei ao trabalho de provar diferentes estilos. O universo, no entanto, parecia estar me dizendo que estava na hora de aprender a beber cerveja. Dias antes de o convite chegar, eu tinha encontrado uma cerveja que me agradara: uma witbier que servi no menu harmonizado criado para um restaurante japonês.

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