Que terroir é esse? Bolívia

25105651_1693453617342650_568915896_n (1)Poucos sabem, mas a Bolívia tem produzido bons vinhos de altitude na região de Tarija. O Tri Varietal da Campos de Solana é um blend das três variedades que se deram melhor em cada safra. No caso da safra de 2012, o corte inclui tannat, malbec e petit verdot. Delicioso. Com muita fruta escura no nariz. Na boca, é fresco, tem taninos redondos. Um vinho elegante, equilibrado, com ótima estrutura. Foi considerado o melhor pela maioria na nossa primeira degustação da confraria Que terroir é esse?.

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Antes tarde do que nunca

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Há um ano, fiz um post intitulado “Que terroir é esse”, anunciando uma degustação de vinhos de regiões vinícolas bem pouco convencionais, como Dinamarca e China. Prometi voltar no dia seguinte com o resultado da degustação e só estou reaparecendo agora. Desculpem, foi mau! Foi um ano de muita luta para sobreviver e o blog, como a maioria dos blogs do mundo, só me dá prazer. Dinheiro algum.

Mas antes tarde do que nunca. Como promessa é dívida, cá estou para contar como foi nossa degustação. Aliás, nossas degustações, porque recentemente fizemos uma segunda edição da “Que terroir é esse”. Formamos uma confraria bastante informal, só de jornalistas de vinho. No primeiro encontro, estiveram presentes Beto Duarte, Breno Raigorodsky, Glaucia Balbachan, Mauríco Tagliari, Solange Souza e eu. Na segunda, juntou-se a nós o Johnny Mazzilli. Em ambas, bebemos vinhos dos lugares mais inusitados.

A primeira degustação foi feita às cegas. Ninguém sabia exatamente o que estava bebendo. Bebemos vinhos da China, da Dinamarca, da Turquia, de Malta, da Bolívia, de Minas Gerais e, para confundir, um italiano e um francês da Provence. A conclusão foi de que ali não tinha vinho ruim. O da Bolívia, o TRI Varietal 2012, da vinícola Campos de Solano, foi o que chamou mais atenção pela qualidade.

Na segunda edição, o grupo decidiu fazer a degustação aberta. Com o povo sabendo o que estava bebendo. Não achei que funcionou tão bem. Mas, como fui a última a chegar, com bastante atraso, isso foi decidido sem a minha opinião. Justo. Mas acho que não funciona tão bem, porque mesmo os especialistas tendem a esperar mais de vinhos de regiões menos estranhas. A gente acaba sempre influenciado pelo que já sabe do vinho antes de bebê-lo. Nessa, tomamos vinhos da Tailândia, da Turquia, de Nova York, do Canada, da Romênia, de São Paulo e do sul da França. Dessa vez, o que fez mais sucesso foi o da Romênia. Pela cor e pelos aromas, já que não conseguíamos ler nada, chegamos à conclusão de que ele era um vinho laranja, ou seja, um branco feito em contato com as cascas.