A outra paixão de Brad Pitt

 

Não posso provar, mas tenho convicção de que um dos principais motivos da separação de Brad Pitt e Angelina Jolie realmente vem da França. Não acho que seja a atriz Marion Cotillard. E, sim, o Château Miraval, a propriedade do casal na Provence, onde eles produzem o Miraval Côtes de Provence, um belíssimo rosé em parceria com a família Perrin, produtores super importantes do Rhône.

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Por que não wine hour?

abreOs escritório e a happy hour parecem ter surgido juntos. A cervejinha gelada depois do trabalho, acompanhada de linguiça acebolada, bolovo, pastel, tem toda a cara de coisa sagrada, um costume super brasileiro, tão antigo quanto a transformação das vilas em grandes metrópoles. Esse costume, no entanto, é bastante recente. Nasceu no início dos anos 80. Eu lembro. Nos anos 70, tirando uns poucos boêmios, todo mundo voltava direto para casa depois do trabalho. Os meus pais nunca fizeram happy hour.

Nos anos 80, a era yuppie, começou a surgir uma porrada de novos bares em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, etc. Antes disso, nessas cidades, quase só existia restaurante, onde você ia jantar em ocasiões especiais, ou boteco de esquina, desses que tem até hoje, onde mulher só entra para comprar cigarro e sai correndo. Os novos bares da década de 80 vieram democratizar a botecagem e começaram com a ideia de promover a happy hour — tentando convencer o brasileiro a aderir ao hábito americano. Os moradores das grandes cidades acabaram por aderir. Só que, invés de tomar uísque ou coquetéis como nos EUA, trouxeram para a mesa da happy hour a cerveja barata e estupidamente gelada, o chopp, a cachaça e os petiscos dos botecos da boêmia carioca, esses sim bastante tradicionais.

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De quente basta o clima

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Trabalho em casa e não tenho ar condicionado. Quando o verão aperta, não tenho muita vontade de macarronada, arroz e feijão, picadinho ou qualquer coisa que chegue à mesa fumegando. Quero pratos frios. Não confunda minha natureza, isso não quer dizer que como apenas saladas. Preciso de substância, mas, com um certo esforço mental, dá para montar um cardápio bastante variado baseado apenas em pratos frios. E, apesar de o álcool esquentar sempre um pouco, ninguém é de ferro: muitas vezes quero tomar vinho. Espumantes,  brancos ou tintos de pouco tanino e boa acidez, quase geladinhos, são ótima companhia para pratos frios. Veja, a seguir, algumas sugestões de harmonização:

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6 espumantes secos barbaridade!

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Cavalgada na Vinícola Guatambu

O Brasil faz ótimos espumantes há anos. Não são os melhores do mundo, como apregoam alguns ufanistas, mas são muito bons. Quando falamos de espumante brasileiro, no entanto, costumamos falar de rótulos da região de Bento Gonçalves, Pinto Bandeira, Garibaldi, da Serra Gaúcha. Será que só por lá se fazem bons espuantes? Será que a qualidade dos espumantes brasileiros está associada ao terroir da Serra Gaúcha? Não seria resultado do domínio das técnicas de produção que nossos enólogos adquiriram nos últimos anos? Difícil dizer. Tudo em Bento e arredores parece ajudar na ótima acidez das uvas (o que é fundamental para um bom espumante). O clima é úmido, a uva custa a amadurecer, o solo é ácido…

No entanto, o fato de a Chandon, uma das mais conceituadas produtoras de champanhe, ter se instalado no Rio Grande do Sul nos anos 70  também tem um peso enorme nessa qualidade. Houve transferência e geração de tecnologia. Tanto que hoje se produz espumantes razoáveis em várias partes do país, como o Nordeste e Santa Catarina. E, no próprio Rio Grande do Sul, agora estão surgindo grandes rótulos em regiões não tão chuvosas quanto Bento, como a Campanha Gaúcha, Campos de Cima da Serra e a Serra do Sudeste. Neste verão provei alguns deles (veja a seguir). O mais interessante é que são bem diferentes dos da Serra Gaúcha.

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Um brinde contra as forças da caretice

Bistrôs e bares de Paris convocam todos, na cidade e no resto do mundo, a saírem às ruas para tomar umas e celebrar o prazer. Vamos nessa?

tousabistrotSempre teremos Paris. Será? A cidade, é claro, não deve desaparecer do mapa como gostaria o Estado Islâmico. Precisa bem mais do que meia dúzia de homens-bombas para destruir uma metrópole daquele tamanho. Mas o que está em risco não são os prédios, é o modo de vida. Sem dúvida alguma, o EI atacou a política intervencionista de  François Hollande, que se mete a paladino do deserto. Porém, mirou em cheio naquilo que considera antros de perdição. A fanáticos infelizes, o prazer incomoda. Amigos enchendo a cara num café sexta-feira à noite incomodam. Uma moçada ouvindo música e se pegando no escurinho de uma balada incomoda mais ainda. Isso é Paris, um delicioso antro de perdição, onde há tantas tentações que você não sabe para onde olhar, o que beber ou o que comer. O melhor de todo o Ocidente. Isso está em risco.

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Jerez vira moda entre jovens europeus

pepito2Você sabe o que é um Jerez? A maioria dos consumidores brasileiros de vinho fino não sabe. Esse fortificado da região de Jerez de la Frontera, na Andaluzia, Espanha, também conhecido como Sherry ou Xerez, é pouco bebido por aqui. Na Europa, fora da Espanha, até pouco tempo atrás também era assim. Hoje, no entanto, o Jerez é o que há de mais cool entre a moçada que gosta de vinho e tem sede de novos aromas e sabores.

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Para uma safra complicada, traços simples

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Desde 1945, os rótulos do Château Mouton-Rothschild são desenhados por grandes artistas, que nunca recebem o pagamento em dinheiro, mas, sim, em caixas de vinho. Considerado um dos melhores do mundo, ao que parece, o grande Bordeaux tem sido recompensa suficiente, capaz de atrair os maiores nomes da arte contemporânea.  Salvador Dalí (1958), Marc Chagall (1970) e Andy Warhol (1975), por exemplo, já participaram da brincadeira.

A safra de 2013 a princípio poderia não ser considerada um grande atrativo. O ano foi desastroso para Bordeaux, com perda de produtividade e de qualidade de maneira geral. Os Rothschild, porém, não costumam sofrer dos problemas dos outros mortais. Seus vinhos continuam super-valorizados: quase 400 euros a garrafa da safra 2013 que chegará ao mercado em breve.

Nesta quarta-feira (21), a família divulgou o rótulo que estará nas garrafas do 2013, obra do sul-coreano Lee Ufan, artista com peças em Versailles, Guggenheim e MoMa. A simplicidade de traços é o que mais chama a atenção. A imagem lembra um copo oriental em degradê de tons magenta. “O inicialmente indefinido lilás do desenho gradualmente obtém sua riqueza completa assim como um vinho é pacientemente elevado à sua plenitude na adega”, disse o artista sobre a obra.