De quente basta o clima

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Trabalho em casa e não tenho ar condicionado. Quando o verão aperta, não tenho muita vontade de macarronada, arroz e feijão, picadinho ou qualquer coisa que chegue à mesa fumegando. Quero pratos frios. Não confunda minha natureza, isso não quer dizer que como apenas saladas. Preciso de substância, mas, com um certo esforço mental, dá para montar um cardápio bastante variado baseado apenas em pratos frios. E, apesar de o álcool esquentar sempre um pouco, ninguém é de ferro: muitas vezes quero tomar vinho. Espumantes,  brancos ou tintos de pouco tanino e boa acidez, quase geladinhos, são ótima companhia para pratos frios. Veja, a seguir, algumas sugestões de harmonização:

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Vinhos que provei e aprovei

Você deve se perguntar que tanto falo do Uruguai. Acontece que coincidiu de eu ir duas vezes ao Uruguai este ano. No Carnaval, fui de férias. E, em agosto, fui convidada a fazer parte do Expert Speed Tasting, um painel de especialistas, organizado pelo Bodegas del Uruguay, que tinha por missão comentar uma série de vinhos uruguaios horas antes do início do Salão Internacional de Vinho e Gastronomia do Mantra Resort de Punta del Este. Provamos 19 vinhos. Um estava estragado, bouchonné (veja o post 7 dicas espertas para degustar um vinho). Os outros 18, de modo geral, eram muito bons. Mas estes oito me agradaram de maneira especial:

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Veja a seguir meus comentários sobre os vinhos

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tinto na geladeira?

geladeiraPessoalmente,acho que a melhor escolha para a beira da piscina ou para um jantar numa noite abafada é um bom vinho branco. Concordo que não dá para passar o verão inteiro sem tomar tinto. Mas experimente beber um shiraz australiano num almoço no jardim debaixo de um sol forte! Você vai passar mal. Eu, pelo menos, passo, principalmente se estiver comendo algo pesado, como seria justo para acompanhar um shiraz australiano. Muitos vão alegar que estão acostumados a fazer isso. Pode ser, mas não creio. Acontece que, às vezes, mesmo passando mal, a gente insiste até o ponto em que o álcool na cabeça faz esquecer qualquer queda de pressão ou sensação inicial de estômago estufado. Isso é auto-flagelação. Ninguém precisa se maltratar assim! Não quer tomar branco nem muito menos rosé? Basta escolher tintos mais leves. No post Dez tintos para o verão, sugiro alguns rótulos que me agradaram muito nestes dias infernalmente quentes que temos vivido.  E, a seguir, indico alguns pontos que podem ajudar os “tintófolos” a descobrirem se estão diante de um vinho leve antes de abrirem a garrafa. Não é uma fórmula mágica, são pistas, porque só provando é possível saber como é um vinho. 

Alcoólico, pero no mucho
Certo, certo mesmo, era não tomar bebida alcoólica quando faz 40 graus. Não é novidade para ninguém que o álcool só piora a sensação de calor. Mesmo aquela cervejinha gelada, que você fica louco para tomar no fim do dia, meu amigo, é um tiro pela culatra! Repare como, depois da primeira, os homens já estão arrancando a gravata e as mulheres, prendendo os cabelos. Vinho é muito pior, mais alcoólico que cerveja. Mas, como ninguém é de ferro, vá em frente, beba o seu vinho, que eu vou continuar bebendo os meus. Apenas tenha moderação. Comece por reparar na dosagem alcoólica.  Hoje muitos tintos, principalmente os do Novo Mundo, ficam entre 14 e 16 graus de álcool. Ou seja, três vezes o que tem uma cerveja simples. Uma taça naquele boteco com mesa na rua e o sujeito vai querer tirar a roupa toda. Os europeus em geral são um pouco menos calientes. Há uma boa quantidade de rótulos das regiões mais tradicionais cujo grau alcoólico varia entre 10,5 e 13,5 graus. Prefira esses no verão. Essa informação aparece no rótulo. Continuar lendo

dez tintos para o verão

IMG_20140131_010754 (2)Uma vez perguntei a um chef pernambucano, qual tinto era mais apropriado para o clima quente do Nordeste. “Qualquer um”, ele me respondeu. “A gente toma vinho em ambientes com ar-condicionado”. Reconheço que a pergunta foi  malfeita, mas se refrigeração ambiente fosse a única solução para encarar um  vinho tinto em dias muito quentes, eu só poderia tomar tinto em (alguns) restaurantes de outubro a abril. A minha casa não tem ar-condicionado, assim como a casa da maioria dos meus amigos e de mais de 90% da população de São Paulo (se bem que, com com as temperaturas escaldantes dos últimos dias, muitos paulistanos, como eu, devem estar repensando essa opção). Alguns anos e muitas taças mais tarde, hoje sei que, graças a Deus, existem tintos que não batem de frente com o clima tropical. Tintos mais leves, que podem ser consumidos quase gelados. Para saber como identificá-los, dê uma olhada no post Tinto na geladeira?. Para quem quer ir no certo, aqui já vão algumas sugestões:

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